No comando da pasta desde março último, Paulo Alvim se reuniu com lideranças regionais no Novale Hub Centro de Inovação, onde fez um relato sobre as ações de governo para que o país avance no panorama global do setor. Na palestra, enfatizou a importância de uma política de Estado que privilegie as relações entre governo, iniciativa privada e instituições dedicadas à pesquisa, e situou o município como uma referência positiva para o fortalecimento das áreas de pesquisa e desenvolvimento.
“Nós devíamos uma visita à Jaraguá, temos ações ocorrendo na cidade e que mereciam nosso olhar mais apurado. A economia dessa região tem, como norte, a inovação, por isso mesmo contamos com tantas iniciativas daqui sendo referência para o MCTI”, ressaltou. Segundo ele, a região conta com diversas empresas de atuação internacional, cujos projetos e iniciativas que podem ser replicadas para atender outras demandas no Brasil.
Para a presidente da ACIJS e do Centro Empresarial, Ana Clara Franzner Chiodini, e do Conselho de Administração do Novale Hub, Luis Hufenüssler Leigue, a visita do ministro foi importante para uma percepção do governo em relação ao polo de desenvolvimento da inovação representado pelo município e região. “Ter essa visão externa, de quem acompanha e gera as movimentações em Brasília, é fundamental para fomentar novas iniciativas”, disse Luis Leigue ao lembrar que a inovação é uma vertente reconhecida do empreendedorismo na região, com iniciativas voltadas à inovação em setores como a metalmecânica, têxtil, químico e de alimentos, entre outros.
“Essa veia empreendedora permite que as cidades da região, nos mais diversos aspectos, estejam atuando juntas. É o que se percebe agora, na construção desse ecossistema de inovação”, reforça Ana Clara, citando a importância do engajamento da comunidade em prol do desenvolvimento regional. Daniel Godinho, vice-presidente de Articulação Institucional da ACIJS, reconheceu o empenho do governo federal e, especialmente, a condução que o ministro tem dado aos diálogos com o setor produtivo, abertos e propositivos, em favor de uma articulação com empresas e instituições que se dedicam à inovação.
O ministro apresentou um panorama do setor no País e como o MCTI atua para um maior estímulo à pesquisa e desenvolvimento, enumerando medidas que, segundo ele, representam investimentos para a economia futura, com aumento da produtividade e a redução de custos, mas principalmente que promovam mais geração de renda. Dentre as ações estão editais e chamadas públicas que envolvem recursos para apoio na estruturação de laboratórios em 111 centros de pesquisa em 26 estados, somando R$ 439 milhões, parceria com os governos estaduais no apoio a mais de 200 projetos com investimento de R$ 300 milhões, um programa para a colocação de profissionais com doutorado e mestrado em empresas para a aceleração de processos de inovação, e a aplicação de cerca de R$ 1 bilhão em subvenção econômica para setores como o de energias alternativas e biotecnologia. O Objetivo, aponta, é direcionar recursos para áreas estratégicas capazes de acelerar a agregação de valor, com o objetivo de fortalecer o que ele define como ‘círculo virtuoso da economia’.
Em relação à chegada da tecnologia de última geração representada pela internet 5G, o ministro disse que a pasta acompanha o processo de inclusão de Jaraguá do Sul ao projeto nacional como uma das cidades pioneiras no País, junto à Agência Nacional de Desenvolvimento Industrial (ABDI), responsável pelo programa Conecta 5G. “É um esforço tecnológico importante, mas que não represente somente ter um celular mais rápido e sim que permita acessar os sistemas de saúde ou a melhoria do processo educacional. Há um ganho coletivo, para as empresas com um ambiente de produtividade, mas também para as pessoas, para que a sociedade avance”.


