Sete anos antes de votar pela descriminalização do porte de maconha para uso pessoal, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi visto cortando pés da droga com um facão no Paraguai. O vídeo de 2016 viralizou nas redes sociais após o voto do ministro em julgamento .
Moraes, então ministro da Justiça do ex-presidente Michel Temer, viajou ao país vizinho para atuar em uma operação conjunta contra o crime transnacional. À época, ele chegou a dizer que uma das prioridades da pasta era fazer o combate de criminosos e “erradicar a maconha” na América do Sul.
O Supremo retomou, nessa quarta, o julgamento que discute a descriminalização do porte de drogas ilícitas para uso pessoal no país. Na ocasião, Moraes votou a favor da liberação, mas restringiu a medida somente à maconha. O ministro ainda defendeu que seja estabelecida uma quantidade mínima de droga que o usuário possa portar para diferenciá-lo de um traficante. Ele sugeriu entre algo 25 e 60 gramas.
Com o voto de Moraes, o placar agora está em 4 a 0 a favor da descriminalização do porte e da posse de drogas para uso pessoal. O relator do caso, ministro Gilmar Mendes, sugeriu que o julgamento fosse adiado mais uma vez, pedido que foi aceito pela presidente da Corte, Rosa Weber. Antes de Moraes, os ministros Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e Gilmar Mendes já haviam se posicionado contra a criminalização das drogas para consumo próprio.
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