Um relatório alarmante do Anuário de Segurança Pública revelou que três cidades de Santa Catarina estão entre as 50 cidades brasileiras com as maiores taxas de estupro. Chapecó, Camboriú e Itajaí apresentam índices preocupantes, com 82,8, 78,6 e 70,1 ocorrências por 100 mil habitantes, respectivamente. No total, Santa Catarina registrou 4.779 casos de estupro em 2023, um aumento de 1,65% em relação ao ano anterior. De acordo com o Anuário, o Brasil vive uma crise com um estupro ocorrendo a cada seis minutos. A maioria dos casos em Santa Catarina é classificada como estupro de vulnerável, incidindo sobre crianças, adolescentes ou pessoas incapazes de se defender. Em 2023, dos 4.779 casos registrados, 3.310 foram de estupro de vulnerável, representando aproximadamente 69% do total. As autoridades municipais das cidades mencionadas foram contatadas para comentar sobre os dados alarmantes. Chapecó e Itajaí responderam com detalhes sobre as medidas que estão sendo implementadas para combater esse tipo de violência. Chapecó está por lançar o projeto Fênix, que incluirá ações de conscientização e apoio direto às vítimas. Itajaí destaca a atuação da Guarda Municipal e as iniciativas de prevenção, como a programação do Maio Laranja, focada no combate ao abuso e exploração sexual de menores. Por outro lado, a resposta de Camboriú ainda é aguardada. A ausência de uma Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) na cidade é compensada pela existência da Sala Lilás, que oferece acolhimento e suporte às vítimas. O Estado possui uma rede de 32 DPCAMIs, que, juntamente com outras instituições, busca proporcionar um ambiente seguro e propício para o registro e acompanhamento de denúncias, como destacado pela delegada Patrícia Zimmermann. Ela enfatiza que, em cidades onde a rede de apoio é forte e ativa, os casos tendem a ser mais frequentemente registrados, refletindo não necessariamente uma maior ocorrência de crimes, mas uma maior confiança das vítimas em buscar ajuda.


