indígena com ferro de marcar boi na Ilha do Bananal Agressão aconteceu em um retiro perto da Aldeia Macaúba e os representantes do povo Karajá querem que homem deixe a região. Caso é investigado pela Polícia Civil e já está na Justiça por meio do MPE e defensorias. Um menino indígena de apenas 6 anos, morador da aldeia Macaúba, na Ilha do Bananal, foi ferido no braço com um ferro de marcar boi. O suspeito de ferir o menino é um pecuarista que aluga terras na região, que após ser denunciado deverá deixar o local. A aldeia fica na divisa do Tocantins com o Mato Grosso e a agressão foi em um retiro próximo ao local. De acordo com um documento feito pela família da criança e entregue à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o homem, que não teve o nome divulgado, estava irritado com a criança, agarrou-a pelo braço e a marcou com um marcador de gado, causando sérias lesões físicas e psicológicas. O documento também pediu que o homem seja retirado imediatamente da Ilha do Bananal, e que seja investigado e responsabilizado pela agressão ao menino. O nome do pecuarista não foi divulgado e o g1 não conseguiu contato da defesa. Conforme o boletim de ocorrência, a criança brincava e corria nas proximidades onde pessoas lidavam com o gado. Nesse momento o proprietário do retiro irritou-se com a brincadeira e a feriu, gerando queimadura grave no braço direito. Assustada, a criança correu para os braços da mãe. O Ministério Público Federal (MPF) permite que pecuaristas arrendem terras indígenas. Mas representantes do povo Karajá deram 30 dias para que agressor deixe a região. O Ministério Público Estadual (MPTO) e as Defensoria Pública da União e do Tocantins também entraram com ação na justiça sobre o caso.


