Santa Catarina registra uma média de oito mulheres vítimas de violência por hora, segundo dados do Observatório de Violência contra a Mulher. Até outubro deste ano, mais de 62 mil casos foram registrados, incluindo estupro, agressão e ameaças. A preocupação aumenta com o número de feminicídios, que chegou a 46 no mesmo período. Desde o dia 25 de novembro, o estado intensificou ações durante os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, campanha global que envolve 160 países. No estado, a rede de acolhimento às vítimas se expandiu nos últimos anos com o suporte da Lei Maria da Penha e ferramentas como o “Botão Pânico”, da Polícia Militar, disponível em aplicativo. Além dos serviços especializados, como casas de abrigo e delegacias de atendimento à violência de gênero, há estruturas gerais, como hospitais e CRAS, preparadas para atender mulheres em situação de vulnerabilidade. O Tribunal de Justiça de SC ampliou a campanha para 21 Dias de Ativismo, reforçando que a educação é essencial no combate à violência. “Nosso objetivo é levar o tema para as escolas em 2025, visando reduzir índices alarmantes no estado”, afirmou a desembargadora Hildemar Meneguzzi de Carvalho. As ações seguem até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.


