Uma moradora de Jaraguá do Sul levou um baita susto ao encontrar uma cobra no quintal de casa. Ao dar de cara com a serpente vermelha com anéis brancos e pretos, a mulher logo reconheceu que o animal poderia ser da espécie mais venenosa do Brasil. Para garantir que nenhum acidente ocorresse, ela precisou pensar rápido e a cobra acabou presa dentro de um potinho. Para não ferir o animal, a mulher acabou colocando um pote sobre a cobra e, em seguida, ligou para a Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama) para que fizesse o resgate. Ao chegar no local, o biólogo Gilberto Ademar Duwe confirmou que a serpente se tratava de uma coral verdadeira. — Essa é uma coral verdadeira, é uma serpente peçonhenta, só que apesar de ter realmente uma das peçonhas mais fortes do país, é o grupo de serpentes que registra o menor número de acidentes, porque é uma cobra que não dá bote, ela não é agressiva. Quando ela se sente ameaçada, ela tenta fugir. E os acidentes, quando acontecem, em grande parte, é porque a pessoa pisa nela com os pés descalços ou pega ela na mão, e mesmo assim, às vezes ela não consegue injetar o veneno totalmente porque a boca dela também não é muito grande, os dentes são bem pequenos — explica. Inclusive, o biólogo contou que, no caso deste resgate, a serpente estava tão tranquila que nem tentou mordê-lo quando ele a pegou nas mãos para fazer o transporte. Ainda assim, ele ressalta que fez todo o movimento com equipamento de proteção, suas luvas de couro, para evitar possíveis acidentes. Por isso, não é indicado que a pessoa pegue o animal na mão. A moradora, por exemplo, usou um pote para conter a cobra até a chegada do resgate. Em casos como este, é recomendado que a população acione o resgate de órgãos como Fujama ou os bombeiros, pois matar animais da fauna silvestre, entre eles as cobras, é proibido por lei e configura crime ambiental com pena de prisão e multa.


