Durante cinco décadas, uma série de pulsos de rádio detectados de forma errática desafiou as leis conhecidas da astrofísica
. O sinal, apelidado por alguns entusiastas de “o sussurro fantasma”, não seguia o padrão rítmico de um pulsar comum, nem a violência efêmera de uma explosão de rádio
rápida (FRB). Ele aparecia e desaparecia sem aviso, deixando os astrônomos no escuro desde meados dos anos 70.
A Descoberta
Utilizando uma nova rede de radiotelescópios de alta sensibilidade e inteligência artificial para processamento de dados históricos, uma equipe internacional
de astrofísicos confirmou que o sinal provém de uma Magnetar de Período Ultra-Longo.
Diferente das estrelas de nêutrons convencionais, que giram em milissegundos, este objeto possui um campo magnético tão absurdamente intenso que atua como um freio,
fazendo com que a estrela complete uma rotação apenas a cada 20 ou 30 minutos.
“O que pensávamos ser um erro nos instrumentos ou uma interferência terrestre era, na verdade, o ‘batimento cardíaco’ de um cadáver estelar que não deveria, em teoria,
emitir ondas de rádio tão potentes nessa velocidade,” afirma o Dr. Julian Thorne, líder do estudo.
A descoberta não apenas encerra um mistério de 50 anos, mas obriga os cientistas a reescreverem os modelos de evolução estelar e o que acontece no final da vida de estrelas massivas.


