A desembargadora Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), gerou polêmica durante uma sessão administrativa ao criticar propostas que visam o fim de benefícios extras e “penduricalhos” na magistratura. Segundo a magistrada, a retirada dessas vantagens financeiras poderia reduzir a categoria a uma condição análoga à escravidão.
A declaração ganha contornos mais sensíveis diante dos dados de transparência do tribunal. Em março deste ano, a magistrada recebeu uma remuneração bruta superior a R$ 90 mil, valor que ultrapassa significativamente o teto constitucional do funcionalismo público devido a vantagens eventuais e gratificações acumuladas.
“Se nós não tivermos esses direitos, nós vamos passar a ser quase um trabalho escravo”, afirmou a desembargadora durante sua fala.
A fala repercutiu negativamente nas redes sociais e entre entidades de classe, reacendendo o debate sobre a disparidade salarial no Brasil e os privilégios do Judiciário em relação ao restante do funcionalismo e à iniciativa privada.


