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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou oficialmente a realização do primeiro levantamento censitário focado exclusivamente na população em situação de rua, previsto para o ano de 2028. A decisão responde a uma demanda histórica de movimentos sociais, órgãos do Judiciário e pesquisadores que apontam a invisibilidade estatística como o maior obstáculo para o combate à pobreza extrema no país.
Por que 2028?
Diferente do Censo Demográfico tradicional, que visita domicílios fixos, a contagem de pessoas em situação de rua exige uma metodologia específica e dinâmica. O período até 2028 será utilizado para:
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Testes de Campo: Realização de censos experimentais em capitais selecionadas para ajustar a abordagem.
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Treinamento Especializado: Capacitação de recenseadores para lidar com a sensibilidade social e a mobilidade constante desse público.
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Articulação Intersetorial: Parcerias com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) e prefeituras.
O Fim do “Apagão de Dados”
Atualmente, o Brasil utiliza estimativas baseadas no CadÚnico ou levantamentos pontuais de ONGs e prefeituras. No entanto, esses dados são frequentemente fragmentados. O censo de 2028 pretende mapear não apenas “quantos são”, mas “quem são”, focando em:
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Recorte de Gênero e Cor: Identificar a predominância étnico-racial na vulnerabilidade.
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Motivação: Mapear os principais gatilhos (desemprego, conflitos familiares, saúde mental).
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Acesso a Serviços: Verificar quantos possuem documentos básicos e acesso a redes de saúde.
Nota Técnica: A realização deste censo cumpre diretrizes de decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que o Estado brasileiro deve elaborar um plano de ação nacional para essa população.


