Na última quinta-feira, 30 de abril , a Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI), cumpriu mandados de prisão preventiva contra dois altos dirigentes de uma associação de apoio a surdos em Jaraguá do Sul.
A Investigação
O inquérito, que corria em segredo de justiça para preservar as vítimas, aponta que os suspeitos utilizavam-se de suas posições de autoridade e da barreira linguística (uso da Libras) para isolar e manipular as vítimas. As denúncias indicam que os crimes de e*tup*o de vulnerável ocorriam tanto nas dependências da instituição quanto em eventos organizados pela associação.
Modus Operandi
Segundo as autoridades, os dirigentes selecionavam vítimas que apresentavam maior grau de vulnerabilidade social ou cognitiva dentro da comunidade surda. O abuso de confiança era o pilar central: as vítimas e seus familiares viam nos acusados figuras de proteção e integração social. A investigação sugere que o medo de exclusão da comunidade e a dificuldade de comunicação externa foram usados como mecanismos de silenciamento por anos.
Desdobramentos
Além das prisões, foram apreendidos dispositivos eletrônicos, computadores e documentos na sede da associação e nas residências dos envolvidos. O material passará por perícia para verificar a existência de registros dos abusos ou a identificação de novas vítimas. A associação, até o momento, não emitiu nota oficial, mas as atividades foram parcialmente suspensas por determinação judicial.


