Em um episódio traumático ocorrido em Florianópolis, uma mãe descobriu que o corpo que acabara de sepultar não era o de seu filho. O erro, confirmado pela Polícia Científica de Santa Catarina, envolveu a liberação equivocada de três corpos, gerando uma sucessão de equívocos que culminou no enterro de uma pessoa por outra família.
O Caso: Do luto ao choque
O incidente começou a vir à tona logo após a cerimônia de despedida. Segundo relatos, a família notou inconsistências na aparência do falecido durante o velório, mas o estado emocional e os procedimentos de preparação do corpo geraram dúvidas iniciais. A confirmação devastadora veio horas depois: o verdadeiro corpo do filho ainda permanecia no Instituto Médico Legal (IML).
A falha sistêmica não afetou apenas uma família. A investigação preliminar aponta que a confusão na identificação e logística de liberação envolveu três corpos distintos, criando um efeito dominó que exigiu a interrupção de outros ritos fúnebres na região.
Providências e Investigação
A Polícia Científica manifestou-se oficialmente, classificando o ocorrido como uma “falha operacional grave”. As seguintes medidas foram tomadas:
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Afastamento Preventivo: Servidores envolvidos no processo de liberação foram afastados de suas funções.
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Processo Administrativo: Foi aberta uma sindicância interna para apurar se houve negligência ou descumprimento de protocolos de identificação (como conferência de digitais e pulseiras).
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Retificação Judicial: A polícia está trabalhando junto ao Poder Judiciário para autorizar a exumação do corpo sepultado indevidamente e garantir que cada família possa realizar o enterro correto de seus entes queridos.
Assistência às Famílias
Em nota, o órgão estadual afirmou estar prestando apoio psicológico e jurídico aos familiares impactados. No entanto, o trauma psicológico e o desrespeito ao momento de luto têm gerado forte indignação pública e cobranças por maior rigor nos protocolos de custódia do Estado.


