Na manhã desta terça-feira, o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou a Operação “Gabarito em Branco”. A ação dá apoio direto à Promotoria Eleitoral de Araranguá e tem como principal objetivo sufocar um esquema de fraudes na organização, elaboração e resultados de certames públicos no Sul do estado.
Ao todo, os agentes cumprem 14 mandados de busca e apreensão em residências e sedes de empresas. As ordens judiciais foram expedidas pelo 25º Juízo das Garantias do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC).
Cidades Alvo das Diligências
O esquema ultrapassou as fronteiras do Sul catarinense, mobilizando equipes também no estado vizinho:
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Santa Catarina: Maracajá e Meleiro.
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Paraná: Cascavel e Umuarama.
Entenda o Esquema e a Conexão Eleitoral
O foco central do Procedimento Investigatório Criminal são as supostas irregularidades ocorridas no Concurso Público de 2023 e no Processo Seletivo de 2024, ambos realizados pela Prefeitura de Maracajá.
A administração municipal contratou, por meio de dispensa de licitação, um instituto com sede em Cascavel (PR) para aplicar as provas. Com o avanço dos levantamentos do GAECO, a força-tarefa identificou fortes indícios de que as fraudes nos resultados dos concursos estavam diretamente ligadas à prática de crimes eleitorais na região (como o direcionamento de vagas em troca de apoio político ou favorecimento de grupos locais).
O que busca a operação: As buscas visam apreender documentos, celulares e mídias digitais para consolidar as provas sobre o funcionamento do instituto contratado e identificar todos os envolvidos, incluindo agentes públicos e candidatos beneficiados.
A Polícia Científica de Santa Catarina acompanha as apreensões para garantir a cadeia de custódia e a integridade pericial de tudo o que for coletado. Como o processo tramita sob segredo de justiça, os nomes dos investigados ainda não foram formalmente divulgados.


