O Ministério Público de São Paulo (MPSP) ofereceu uma denúncia formal à Justiça contra a advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra. A acusação aponta para o suposto envolvimento da influenciadora em um esquema de lavagem de dinheiro ligado à organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Deolane, que já se encontrava presa preventivamente no Penitenciária Feminina de Tupi Paulista — no interior do estado de São Paulo —, teve sua situação jurídica agravada com o avanço das investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).
As Investigações e as Acusações
De acordo com os promotores do MPSP, a rede de empresas e a movimentação financeira astronômica nas contas de Deolane e de pessoas próximas a ela não condiziam com as fontes de renda declaradas. A suspeita é que transferências bancárias, transações com imóveis de luxo e a promoção de plataformas de apostas (bets) tenham sido utilizadas para mascarar a origem de recursos ilícitos provenientes de lideranças da facção criminosa.
Nota da Investigação: Os investigadores apontam que o fluxo financeiro atípico interceptado pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) serviu como peça-chave para ligar o nome da influenciadora aos operadores financeiros do grupo criminoso.
A Defesa
A equipe jurídica de Deolane Bezerra nega veementemente todas as acusações. Em nota oficial, a defesa da advogada declarou que sua fortuna é integralmente lícita, fruto de seu trabalho na advocacia, de contratos publicitários legítimos e de suas empresas de cosméticos e entretenimento. Os advogados reiteram que a denúncia é baseada em conjecturas e que provarão a inocência da influenciadora no decorrer do processo judicial.
O caso segue sob segredo de Justiça em determinados desdobramentos, mas a aceitação da denúncia pelo juiz competente poderá transformar formalmente Deolane em ré pelos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais.


