Um detalhe visual tem chamado a atenção de quem acompanha as transmissões dos jogos da Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá: a presença massiva de chuteiras cor-de-rosa nos pés de grande parte dos jogadores, independentemente da marca que os patrocina.
O fenômeno, longe de ser uma mera coincidência de gosto pessoal dos atletas, é o resultado de uma agressiva e coordenada estratégia de mercado das principais fabricantes de material esportivo do planeta.
O único espaço de exclusividade
Para entender o motivo desse “mar cor-de-rosa”, é preciso olhar para os contratos de patrocínio do futebol moderno. Nas seleções nacionais — assim como ocorre nos clubes —, os atletas são obrigados a vestir o uniforme completo fornecido pela marca parceira da federação, seja:
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Durante os 90 minutos em campo;
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Nos ambientes de treino e coletivas de imprensa;
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Em momentos de concentração, hotéis e viagens oficiais.
Com o corpo inteiro “reservado” para o patrocinador da seleção, restam apenas os pés como o canal de propaganda individual e direto dos patrocinadores pessoais de cada jogador.
Guerra de marcas e o fator visibilidade
Sabendo que a Copa do Mundo é a maior vitrine do esporte, marcas rivais decidiram adotar a mesma tática visual de alto impacto. O rosa foi escolhido por ser uma cor vibrante, que gera excelente contraste com o verde do gramado e se destaca instantaneamente nas transmissões de TV em alta definição e nos conteúdos para redes sociais.
Ao unificar a paleta de cores de suas principais linhas de chuteiras, as fabricantes garantem que, mesmo que o telespectador não consiga ver o logotipo de longe, ele identifique imediatamente o modelo novo que acabou de chegar às lojas.


