A partir desta segunda-feira, o Congresso Nacional entra em uma semana de esforço concentrado com o objetivo de destravar matérias urgentes e de consenso antes do recesso tácito e das votações presenciais exigidas pelo período eleitoral. Apesar do elevado volume de propostas na ordem do dia, a expectativa é de corredores mais vazios na Esplanada dos Ministérios, uma vez que grande parte dos parlamentares deve atuar de forma híbrida ou conciliar a presença em Brasília com os compromissos de campanha em suas bases eleitorais.
Na Câmara dos Deputados, a prioridade máxima é a apreciação de Medidas Provisórias (MPs) prestes a caducar. Entre os destaques estão a reformulação do programa Desenrola Brasil — voltado para a renegociação de dívidas de famílias e pequenos empreendedores — e pacotes de socorro financeiro para mitigar o impacto da alta dos combustíveis. Esta última medida integra o conjunto de ações governamentais destinadas a conter os reflexos nos preços do petróleo e derivados, agravados pelas tensões e conflitos internacionais na região do Oriente Médio.
Paralelamente, parlamentares buscam avançar em pautas do setor produtivo e ambiental, incluindo discussões sobre a suspensão de sanções ambientais em cenários específicos e acertos em acordos de transição energética. No Senado, o esforço concentrado deve focar em sabatinas pendentes para agências reguladoras e cargos diplomáticos, além da validação de matérias aprovadas pelos deputados que exijam rápida promulgação.
A estratégia das lideranças partidárias visa garantir quórum mínimo e priorizar acordos prévios para evitar grandes disputas ideológicas no plenário, viabilizando a aprovação rápida do pacote emergencial antes do foco total das bancadas nas urnas.


