Um devastador terremoto de magnitude 7,4 atingiu a região cafeeira e o oeste da Colômbia na manhã de segunda-feira (10), deixando um rastro de destruição com mais de 254 mortos, milhares de desabrigados e estragos profundos na infraestrutura do país. Até a manhã da terça-feira (11), quase 100 réplicas do abalo sísmico já haviam sido registradas. As cidades mais afetadas, como Pereira (com 101 mortes confirmadas) e Cali (com 95 mortes), enfrentam momentos dramáticos, com equipes de resgate e voluntários trabalhando ininterruptamente sob escombros para localizar sobreviventes.
O impacto na infraestrutura e na saúde pública é gravíssimo. O Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) estima que cerca de 5.000 moradias foram danificadas ou destruídas. Em Cali, trechos do principal hospital da cidade desabaram, forçando o atendimento de mais de 600 pacientes em plena rua, enquanto os necrotérios locais operam no limite da capacidade. Seis aeroportos regionais foram fechados e serviços essenciais de água, energia e telefonia seguem interrompidos em diversos pontos, especialmente no departamento de Chocó, próximo ao epicentro.
Diante do cenário, o governo colombiano estuda decretar estado de emergência econômica. A medida permitirá ao recém-empossado presidente Abelardo de la Espriella emitir decretos nas áreas financeira e tributária sem necessidade de aprovação imediata do Congresso. O ministro da Fazenda, Miguel Gómez, garantiu que o foco da resposta orçamentária será o reajuste de despesas burocráticas e cortes internos, sem aumento de impostos para a população. Ações de apoio financeiro já foram anunciadas para a região de Risaralda, além do envio de ajuda internacional que inclui recursos de órgãos como a ONU, US$ 15,5 milhões dos Estados Unidos e US$ 50 milhões disponibilizados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).


