‘ Kolthoum Akbari, apelidada pela imprensa de “Viúva Negra”, foi formalmente condenada à pena capital no Irã após a conclusão de julgamento em que admitiu o envenenamento e assassinato sistemático de ao menos 10 de seus companheiros ao longo de duas décadas.
A ré utilizava casamentos sucessivos para obter ganhos financeiros, patrimoniais e de pensão, aplicando substâncias tóxicas de forma gradual às vítimas para simular mortes por causas naturais.
O desfecho do processo fundamentou-se no sistema jurídico iraniano, regido pela Sharia (lei islâmica). Sob essa legislação, os crimes de homicídio voluntário oferecem às famílias das vítimas duas opções jurídicas principais:
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Qisas (Lei do Retorno/Olho por Olho): Direito legal concedido aos herdeiros diretos das vítimas de exigir a pena de morte do agressor.
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Diya (Preço do Sangue/Indenização): Possibilidade de aceitar uma reparação financeira estipulada em troca da remissão da pena de morte.
Durante as deliberações judiciais, dez famílias recusaram qualquer tipo de acordo financeiro e exigiram formalmente a execução por qisas. Apenas uma das famílias envolvidas aceitou a indenização estipulada pela lei.
A recusa majoritária das famílias selou a aplicação da sentença de morte contra a acusada.


