A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a Revisão Tarifária Periódica da Celesc, estabelecendo novos índices de reajuste que entram em vigor no dia 22 de agosto de 2026. A medida afeta cerca de 3,6 milhões de unidades consumidoras no estado, abrangendo desde residências até o setor industrial. O efeito médio do aumento é de 10,82%, mas o impacto varia conforme a categoria de consumo, com a alta tensão registrando a maior elevação.
Segundo a Aneel, os fatores determinantes para o aumento incluem os custos de transmissão de energia, encargos setoriais e componentes financeiros de ciclos tarifários. A Celesc, por sua vez, ressalta que apenas uma parcela da tarifa é destinada aos seus serviços de distribuição. A composição média da tarifa indica que a maior parte dos custos está associada à geração de energia, encargos e tributos, com a distribuição representando 16% do total arrecadado.
| Categoria de Consumidor | Reajuste Médio Aprovado (%) |
| Alta Tensão (Indústrias/Grandes Empresas) | 14,16% |
| Efeito Médio Geral | 10,82% |
| Residenciais (Classe B1) | 9,29% |
| Baixa Tensão | 9,26% |
Aprofundando: A Composição da Tarifa
A fatura de energia elétrica é estruturada em diferentes parcelas. A Celesc argumenta que, desconsiderando os encargos e repasses obrigatórios a outros agentes do setor, o reajuste correspondente apenas à sua parcela de serviço seria de 1,61%. A composição da tarifa repassada ao consumidor divide-se da seguinte maneira:
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Geração de Energia: 28%
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Encargos Setoriais (Ex: CDE): 23%
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Tributos: 23%
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Distribuição (Celesc): 16%
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Transmissão: 10%


