Após seis anos de exílio na Califórnia, o anúncio não oficial do retorno do príncipe Harry (41) e Meghan Markle (45) ao Reino Unido domina as atenções da imprensa internacional e impõe um dilema sem precedentes à Coroa britânica. Matérias de destaque em jornais franceses como Le Figaro e Le Parisien apontam que, embora o casal não pretenda retomar funções oficiais nem voltar à estrutura da monarquia, a mudança — apelidada de “Megxin” — carrega enorme peso político e familiar
. Com os filhos Archie (7) e Lilibet (5) já matriculados em uma escola britânica para setembro, a decisão parece motivada por uma mistura de nostalgia, desejo de aproximar as crianças do rei Charles III e a perda de fôlego dos negócios comerciais do casal em Hollywood.
No entanto, o maior obstáculo para essa transição reside na fratura com o príncipe William e a imprensa britânica. Especialistas ressaltam que uma reintegração completa é improvável devido aos ressentimentos acumulados, especialmente após as revelações da autobiografia de Harry,
O que sobra, e as denúncias de racismo enfrentadas por Meghan. Sem o oceano Atlântico para separá-los, a convivência geográfica nas proximidades de Londres promete reativar a rivalidade entre os irmãos, transformar a segurança e a privacidade do casal em pautas permanentes e colocar à prova a capacidade da monarquia de gerir crises internas sob o rigoroso escrutínio público.


