A tradicional celebração cívico-militar do Dia da Independência, realizada na Esplanada dos Ministérios, registrou um contraste marcante em relação aos anos anteriores: a ausência total de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). Em eventos dessa magnitude, a presença de representantes dos Três Poderes — Executivo, Legislativo e Judiciário — costuma ser uma norma não escrita para sinalizar a harmonia institucional do país.
O esvaziamento da bancada do Judiciário ocorre sob diferentes contextos:
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Viagens e Agendas Oficiais: O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, não estava no país durante as celebrações por cumprir agenda oficial na França.
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Contraste Interanual: A situação difere radicalmente do ano anterior, quando a Corte marcou presença massiva com os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Dias Toffoli e Edson Fachin na tribuna de honra.
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Momento Político Delicado: A ausência coincide diretamente com o início de julgamentos de grande impacto político e militar na Primeira Turma do STF, envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus — com destaque para a situação de militares processados pela Corte.
O desfile do Dia da Independência atua historicamente como um termômetro das relações entre os Poderes. A falta de representação do STF no palanque oficial reflete um momento de resguardo da Corte frente às tensões e aos julgamentos em andamento na capital federal.


