O governo de Santa Catarina avança nos trâmites para a implantação de um novo corredor ferroviário no Estado, projeto que visa transformar a logística de escoamento e transporte de cargas.
Com 319 quilômetros de extensão, a linha férrea conectará os municípios de Chapecó e Correia Pinto, onde haverá entroncamento com o Tronco Sul — trecho atualmente inativo entre Mafra e Lages
. O estudo técnico foi apresentado no final de agosto e a versão final do projeto básico, contratado em 2022 por R$ 29,4 milhões (incluindo estudos para túneis), tem conclusão prevista para dezembro.
Estimada em R$ 15 bilhões, a obra tem valor superior ao de grandes projetos viários do Estado, como a rodovia litorânea Via Mar (avaliada em mais de R$ 9 bilhões)
. O modelo de negócio planejado pela administração estadual é o de concessão via Parceria Público-Privada (PPP) para que a iniciativa privada assuma a construção e a operação. No entanto, ainda não há cronograma definido para o lançamento do edital de PPP ou para o início efetivo das intervenções, marcando o que pode ser a primeira grande ferrovia construída em SC desde 1969, quando foi entregue a ligação entre Lages e Vacaria (RS).
Historicamente debatida desde a década de 1980 sob a alcunha de “Ferrovia do Frango”, a rota teve sua denominação alterada para Corredor Ferroviário de Santa Catarina para enfatizar a diversificação do transporte de mercadorias além do setor avícola.
Paralelamente, o Plano Nacional de Logística (PNL) 2050 do Ministério dos Transportes sugere uma extensão ainda maior, de 850 km, ligando Dionísio Cerqueira aos portos de Itajaí e Navegantes. Além do trecho do Oeste, o Estado também mantém em andamento o projeto de outra linha férrea de 62 km, planejada para interligar os municípios de Araquari e Navegantes.


