A base do governo no Senado Federal enfrenta forte divisão em relação à permanência do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF).
A mudança de postura ocorre após a divulgação de mensagens e contratos milionários envolvendo o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.
Com as novas revelações sobre o acesso a privilégios e pedidos feitos por executivos antes de prisões no âmbito das investigações, o foco do debate público e parlamentar migrou de controvérsias sobre redes sociais para denúncias de teor ético e financeiro.
Diante disso, parlamentares governistas dividem-se entre o silêncio estratégico e a adesão formal aos pedidos de impeachment do magistrado.
Senadores como Chico Rodrigues (PSB-RR), Leila Barros (PDT-DF) e Flávio Arns (PSB-PR) alteraram seus posicionamentos para defender publicamente o afastamento do ministro.
Por outro lado, nomes que costumavam dar suporte ao magistrado optaram por não se manifestar no momento. Analistas apontam que a proximidade do pleito eleitoral tem influenciado diretamente os cálculos políticos dos parlamentares.


