Quatro modelos de drones de ataque desenvolvidos pela startup catarinense Vultis Industries alcançaram um marco importante para a indústria de defesa nacional: a pré-qualificação oficial emitida pela Diretoria de Fabricação do Exército Brasileiro.
Criada por estudantes do curso de Engenharia Aeroespacial da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), campus Joinville, a empresa teve o resultado do chamamento público publicado no Diário Oficial da União.
O processo de avaliação licitatória visou identificar e credenciar tecnologias capazes de atender às exigências táticas das Forças Armadas no segmento de Aeronaves Não Tripuladas (ANTs). Para obter o selo de pré-qualificação — etapa essencial que habilita a empresa para futuras compras governamentais e programas estratégicos de desenvolvimento —, as plataformas passaram por uma rigorosa bateria de testes dividida em três fases progressivas:
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Segurança e Estabilidade: Validação inicial do comportamento aerodinâmico, sistemas de controle e segurança em voos de curta distância.
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Capacidade Operacional: Testes de engajamento e precisão contra alvos específicos utilizando munições inertes.
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Efeito Terminal: Demonstrações práticas com munição real para mensuração do poder destrutivo e eficácia de impacto.
Fundada em março de 2024 e sediada no Ágora Tech Park (Joinville), a Vultis Industries nasceu da constatação de que o Brasil mantinha forte dependência externa em tecnologias de drones de ataque — ferramentas que se tornaram indispensáveis em conflitos modernos.
Como resposta, a startup desenvolveu a família URUBU-X, composta por drones de asa rotativa em configurações de 10 e 15 polegadas, todos construídos sob uma arquitetura modular de aviônica, software e estação de solo integralmente produzidos no país.
Os modelos pré-qualificados cobrem duas doutrinas operacionais distintas:
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Variantes 10B e 15B (Bombardeio): Projetadas para o lançamento de cargas táticas e reutilização da plataforma.
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Variantes 10K e 15K (Kamikaze/Efeito Terminal): Vetores em que o próprio drone atua como munição guiada de precisão, destruindo-se no impacto contra o alvo.
Com foco em baixo custo unitário, produção em escala e uso de inteligência artificial voltada para visão computacional, a Vultis também expande sua atuação com a plataforma de Comando e Controle C.A.P. e o projeto J.U.L.I.A. (focado na interceptação de ameaças aéreas leves).
O avanço da empresa fortalece a Base Industrial de Defesa (BID) do Brasil e consolida Santa Catarina como um polo emergente de inovação e soberania tecnológica.


