A chegada da primavera traz um alerta meteorológico para Santa Catarina, período que registra historicamente a maior incidência de tornados no estado.
O fenômeno é impulsionado pelo intenso contraste térmico característico da estação: o encontro direto entre massas de ar frio e quente gera instabilidade atmosférica e colunas de ar em rápida rotação no interior de nuvens de tempestade. Quando esse funil atinge o solo, confirma-se o tornado.
Medidos pela Escala Fujita (de F0 a F5), os tornados em Santa Catarina já atingiram a categoria F4, com ventos superiores a 300 km/h. Entre os episódios mais graves da história catarinense estão:
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Canoinhas (16 de maio de 1948): Um F4 atingiu a localidade de Valinhos, provocando 23 mortes e mais de 80 feridos.
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Guaraciaba (setembro de 2009): Um F4 devastou as áreas rural e urbana, deixando 4 mortos no lado brasileiro, vítimas na Argentina e prejuízos que ultrapassaram R$ 160 milhões.
O Oeste catarinense faz parte de uma das principais “rotas de tornados” do mundo — termo que descreve regiões propícias à convergência de sistemas atmosféricos e tempestades severas, e não um trajeto fixo.
Além dos ventos e granizo, a previsão da Defesa Civil para este ano indica volumes de chuva acima da média para a estação, reforçando a importância de a população acompanhar os boletins e alertas oficiais.


