A apuração do primeiro turno das Eleições de 2026, realizada no dia 4 de outubro, consolidou um marco inédito no sistema eleitoral brasileiro desde a promulgação da Constituição de 1988: este pleito registrará o menor número de disputas de segundo turno para o cargo de governador. Apenas seis estados e o Distrito Federal não decidiram seus chefes do Executivo na primeira votação, exigindo uma nova rodada marcada para o dia 25 de outubro.
A expressiva taxa de definição no primeiro turno reflete uma concentração de votos e consolidação das lideranças regionais na maioria das unidades federativas. No entanto, onde a disputa prossegue, a margem de votos em alguns territórios aponta para um cenário acirrado no dia 25 de outubro.
Abaixo estão os detalhes de cada unidade federativa onde a eleição para governador segue em aberto:
-
Distrito Federal: Celina Leão (PP) liderou a apuração e ficou a uma fração do resultado definitivo em primeiro turno, alcançando 49,93% dos votos válidos, enquanto Leandro Grass (PT) avançou para a segunda etapa com 34,48%.
-
Acre: Mailza Assis (PP) chegou perto da vitória no primeiro turno com 49,76% dos votos válidos e enfrentará Alan Rick (Republicanos), que obteve 32,27%.
-
Espírito Santo: Lorenzo Pazolini (Republicanos) também beirou a maioria absoluta ao obter 49,65% dos votos válidos, disputando a preferência do eleitorado com Ricardo Ferraço (MDB), que somou 34,06%.
-
Rio de Janeiro: Douglas Ruas (PL) terminou a primeira fase na liderança com 49,27% dos votos válidos, contra 42,76% de Eduardo Paes (PSD).
-
Tocantins: A disputa promete ser acirrada entre Professora Dorinha (União), com 45,52% dos votos, e Vicentinho Júnior (PSDB), com 43,94%.
-
Amazonas: Omar Aziz (PSD) garantiu o primeiro lugar no turno inicial com 40,38% dos votos válidos e disputará o cargo contra a Professora Maria do Carmo (PL), que alcançou 24,72%.
-
Rio Grande do Norte: O cenário mais parelho do país se deu entre Allyson (União), com 36,83% dos votos válidos, e Cadu de Lula (PT), com 36,21%, separados por uma margem mínima na apuração.
Com a nova votação marcada para 25 de outubro, as campanhas nessas sete regiões concentram agora suas estratégias para captar o eleitorado indeferido e os votos dados a candidatos que ficaram fora do segundo turno.


