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Homem que matou a filha, enterrou o corpo e confessou o crime é natural de Jaraguá do Sul

Preso desde o começo de dezembro no complexo penitenciário de Itajaí, no litoral Norte catarinense, o técnico em informática Anderson Luiz Carvalho Borck, de 39 anos, decidiu confessar que matou a própria filha e enterrou o corpo na cidade onde residia, no interior do RS. O mistério sobre o desaparecimento de Isabela Miranda Borck, de 17 anos, teve um trágico fim na sexta-feira (16), quando Anderson enfim confessou o crime. Natural de Jaraguá do Sul, Anderson viveu com a ex-mulher e o casal de filhos em Itajaí. A família levava uma vida aparentemente feliz, e todos chegaram a passar juntos o réveillon de 2016 na cabeceira da Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis. Em 2024, no entanto, Isabela decidiu revelar que sofria agressões sexuais do pai desde a infância, e o caso foi parar na Justiça. Anderson deixou a cidade, e foi morar na localidade do Caraá, cidade que há poucos anos se emancipou de Santo Antônio da Patrulha, a cerca de 95 quilômetros de Porto Alegre. No começo de dezembro, a justiça catarinense condenou Anderson a 16 anos e quatro meses de prisão por abusar da própria filha, mas recebeu o benefício de poder recorrer da sentença em liberdade. Ao saber da sua condenação, Anderson foi até Itajaí e sequestrou a adolescente, que desapareceu e não foi mais vista. Apontado como suspeito, Anderson foi preso no Mato Grosso do Sul, para onde fugiu. De lá, foi transferido para Santa Catarina e desde então permanecia em prisão preventiva numa cela de Itajaí. Nas redes sociais, Anderson combatia o feminismo. Em marco de 2024, compartilhou na sua página do Facebook uma reportagem em vídeo da TV Record, que mostrava “um pai acusado injustamente de abusar dos filhos retoma sua vida”.

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