A União deverá desembolsar R$ 44,9 bilhões em precatórios no ano de 2027, conforme relatório divulgado pela Secretaria de Orçamento Federal (SOF). O valor representa uma
redução significativa em comparação aos R$ 71,9 bilhões previstos para 2026.
De acordo com o Ministério do Planejamento e Orçamento, essa queda é explicada principalmente por dois fatores:
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Mudança de indexador: A dívida passou a ser corrigida pelo IPCA (mais 2% em certos casos) em vez da Taxa Selic.
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Novo prazo de envio: O limite para o Judiciário informar os valores foi antecipado de abril para fevereiro, alterando o ciclo de contabilização.
Destaques dos números para 2027:
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Beneficiários: 209.622 pessoas contempladas.
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Processos: 117.855 pedidos apresentados.
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Perfil das dívidas: 97,9% dos precatórios são de “pequeno valor” (até R$ 1 milhão), somando R$ 23,9 bilhões.
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Áreas principais: A Previdência lidera em volume de pedidos (79.353), enquanto despesas de custeio e capital detêm o maior volume financeiro (R$ 20,4 bilhões).
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Educação: Estão reservados R$ 5,8 bilhões para o Fundef.
O pagamento de 2027 é visto com atenção pela equipe econômica, pois marca o ano em que as despesas com sentenças judiciais devem voltar a ser integralmente
contabilizadas dentro das metas fiscais, após o período de transição autorizado pelo STF.


