O Dia da Mentira, comemorado em 1º de abril, é uma das tradições mais curiosas do mundo. Embora ninguém saiba com 100% de certeza como tudo começou, a teoria mais
aceita nos leva à França do século XVI.
A Reforma de Carlos IX
Até meados de 1564, o Ano Novo era celebrado na virada de março para abril, coincidindo com a chegada da primavera no Hemisfério Norte. No entanto, o rei Carlos IX decidiu
adotar o Calendário Gregoriano, movendo o início do ano para 1º de janeiro.
A mudança não foi instantânea. Naquela época, a informação viajava devagar, e muitos súditos resistiram à mudança ou simplesmente não ficaram sabendo. Essas pessoas
continuaram celebrando o Ano Novo em 1º de abril e acabaram virando alvo de piadas. Elas eram chamadas de “tolos de abril” e recebiam convites para festas inexistentes ou presentes estranhos.
O “Peixe de Abril”
Na França, a brincadeira ganhou o nome de Poisson d’Avril (Peixe de Abril). A tradição consistia em tentar colar um peixe de papel nas costas de alguém sem que a pessoa
percebesse — uma referência aos peixes jovens e fáceis de pescar naquela época do ano, assim como as pessoas “fáceis de enganar”.
Outras Possíveis Origens
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ilaria (Roma Antiga): Um festival celebrado no final de março onde as pessoas se fantasiavam e pregavam peças em vizinhos.
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Mudanças Equinociais: Alguns historiadores sugerem que a data celebra a natureza “enganando” as pessoas com mudanças bruscas de tempo durante a transição das
estações.
Hoje, a data evoluiu de simples pegadinhas de bairro para grandes campanhas de marketing e notícias falsas elaboradas por grandes corporações, mantendo vivo o espírito
da “trolagem” histórica.


