Estudos recentes revelaram um processo geológico impressionante: a água dos oceanos está sendo transportada para as profundezas da Terra por meio das placastectônicas
em subducção. Ao atingir o limite entre o manto e o núcleo externo, a cerca de 2.900 quilômetros de profundidade, essa água desencadeia uma reação química complexa.
Esse processo forma uma estrutura conhecida como camada E-prime. A interação da água com o silício no núcleo externo cria uma camada rica em hidrogênio e
empobrecida em silício, alterando a interface entre o ferro líquido do núcleo e o manto rochoso.
Embora o termo “puxar” dê a ideia de um dreno rápido, esse é um ciclo que leva milhões de anos, mas que é fundamental para entender como o interior da Terra evoluiu e
como o campo magnético do planeta pode ser influenciado por essas mudanças químicas profundas.


