A Polícia Civil do Rio de Janeiro iniciou uma investigação após a descoberta de restos mortais de mais de 20 fetos em uma unidade hospitalar vinculada à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
O material foi encontrado organizado e identificado com etiquetas que indicavam datas de um período abrangendo mais de 15 anos: de 21 de maio de 2010 a 22 de março de 2026.
Segundo informações preliminares, os fetos apresentavam diferentes estágios de desenvolvimento, com pesos registrados a partir de 508 gramas.
A descoberta levanta questões sobre os protocolos de armazenamento, descarte de material biológico e a conformidade com as normas sanitárias e legais vigentes.
A Fiocruz, instituição de renome internacional em pesquisa e saúde pública, ainda não detalhou se o material fazia parte de algum estudo científico específico ou se houve falha no fluxo de sepultamento/incineração de peças anatômicas.
Peritos criminais foram acionados para realizar o levantamento no local, e os restos mortais foram encaminhados para análise no Instituto Médico Legal (IML).
O caso está sendo registrado na delegacia da região, que busca identificar os responsáveis pela custódia do material e verificar a regularidade da documentação hospitalar correspondente a cada caso.


