O Governo de Santa Catarina suspendeu um contrato de R$ 116 milhões para a instalação de 230 lombadas eletrônicas e 12 radares (pardais) em 36 rodovias estaduais. Após forte repercussão negativa, o governador Jorginho Mello determinou o cancelamento do acordo para evitar a penalização dos motoristas, mantendo as rodovias sem fiscalização fixa.
O Vaivém da Decisão
Inicialmente, a instalação dos radares era vista como uma medida urgente para conter o índice de acidentes em trechos de alta periculosidade. No entanto, após questionamentos técnicos e uma reavaliação do impacto orçamentário, a gestão optou por voltar atrás e manter o fim dos radares previstos no lote licitado.
Fontes ligadas ao governo apontam que a suspensão do contrato visa uma “readequação de prioridades”, buscando modelos de fiscalização que associem menor custo público a uma suposta maior eficácia educativa, embora especialistas em segurança no trânsito alertem para os riscos da ausência de monitoramento de velocidade.
Impacto nas Rodovias
O cancelamento do projeto afeta diretamente a malha rodoviária que aguardava o reforço na sinalização. Os 230 pontos mapeados haviam sido selecionados com base em:
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Altas taxas de sinistros e colisões graves.
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Trechos com declives acentuados e curvas sinuosas.
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Perímetros urbanos que cortam rodovias, onde há intenso fluxo de pedestres.
Com a manutenção do fim dos radares nesses locais, o policiamento rodoviário ostensivo precisará ser remanejado para suprir a ausência da fiscalização eletrônica automatizada.
O que dizem os Especialistas
Setores de engenharia de tráfego criticaram a medida, sob o argumento de que a fiscalização eletrônica é a ferramenta mais eficaz para a redução imediata de velocidade e preservação de vidas. Por outro lado, defensores da suspensão alegam a necessidade de auditar os contratos e focar em melhorias na infraestrutura das pistas (como recapeamento e iluminação) antes da aplicação de penalidades aos condutores.
O governo ainda não apresentou um plano substitutivo detalhado para os pontos que ficarão sem os equipamentos.


