A Petrobras anunciou uma redução de R$ 0,35 no preço do litro do diesel vendido às distribuidoras. A medida faz parte da estratégia de precificação da companhia, que busca alinhar os valores praticados no mercado interno às flutuações internacionais e à sua própria estrutura de custos de refino.
No entanto, o alívio no bolso dos motoristas e transportadores pode não se concretizar no posto de combustível. Isso ocorre porque o anúncio coincide com o retorno da cobrança integral dos impostos federais PIS e Cofins sobre o combustível, que haviam sido temporariamente desonerados.
Especialistas do setor apontam que o valor reduzido pela estatal deve ser praticamente anulado pela nova carga tributária que entra em vigor. Na prática, o repasse feito pelas distribuidoras e postos de combustíveis deve apenas estabilizar o preço final, em vez de barateá-lo para o consumidor.
A dinâmica dos postos também depende de outros fatores, como as margens de lucro dos revendedores e a mistura obrigatória de biodiesel, o que reforça a previsão de que o impacto da queda de preços na refinaria seja imperceptível nas bombas.


