A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da comercialização, distribuição e uso de diversos lotes de produtos cosméticos — incluindo shampoos, pomadas capilares e loções. A medida, publicada no Diário Oficial da União, também prevê o recolhimento compulsório de todos os produtos afetados em território nacional.
O que motivou a decisão?
A suspensão ocorreu após fiscalizações rotineiras e denúncias identificarem irregularidades graves que violam as normas de segurança sanitária. Entre os principais motivos apontados pela agência estão:
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Falta de registro ou notificação: Produtos sendo comercializados sem a devida autorização do órgão regulador.
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Ingredientes não autorizados: Presença de substâncias proibidas ou em concentrações acima do limite permitido por lei.
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Condições inadequadas de fabricação: Descumprimento das Boas Práticas de Fabricação (BPF), o que pode gerar contaminação microbiana ou reações adversas graves.
Riscos à saúde do consumidor
O uso contínuo de cosméticos irregulares, especialmente pomadas e loções capilares, tem sido associado a episódios de irritação ocular grave, queimaduras químicas na pele e no couro cabeludo, queda de cabelo e até cegueira temporária (no caso de pomadas que escorrem para os olhos com o suor ou água).
Orientações para o consumidor
Atenção: Se você possui algum dos produtos afetados em casa, interrompa o uso imediatamente.
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Verifique o rótulo: Confira a marca, o número do lote e o fabricante no site oficial da Anvisa para confirmar se o seu produto está na lista de proibidos.
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Não descarte no lixo comum: Entre em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do fabricante para entender o processo de devolução ou recolhimento.
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Sintomas adversos: Caso tenha utilizado o produto e apresentado reações na pele, olhos ou couro cabeludo, procure atendimento médico imediatamente e notifique o caso no portal da Anvisa (sistema Notivisa).
Os estabelecimentos comerciais (salões de beleza, perfumarias e farmácias) que possuem os produtos em estoque devem retirá-los das prateleiras e isolá-los para o recolhimento pelas empresas responsáveis.


