A onda de nostalgia que tomou conta das redes sociais com a trend “como eu seria nos anos 80” esconde um risco sério para a privacidade e a segurança digital. Para obter a versão estilizada, os usuários fazem o upload de selfies recentes em aplicativos e plataformas de inteligência artificial .
O problema surge no momento em que esses arquivos são enviados: a grande maioria das pessoas aceita os termos de uso sem ler e entrega direitos sobre a própria biometria visual.
Com isso, criminosos podem falsificar documentos com foto, burlar sistemas de reconhecimento facial de bancos e criar vídeos ou áudios simulando a vítima em situações de emergência para extorquir familia
.
Outro ponto crítico está no armazenamento e no compartilhamento dessas informações com terceiros, práticas comuns estipuladas nas entrelinhas das políticas de privacidade dessas ferramentas. Uma vez que o rosto do usuário entra para o banco de dados da empresa, o controle sobre onde e como essa imagem será usada é praticamente perdido
. O entretenimento rápido pode resultar em dores de cabeça permanentes caso a identidade visual seja vazada ou comercializada.


