A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta quarta-feira (9), Nathan Roberto de Oliveira Silva, de 26 anos, suspeito do feminicídio e ocultação de cadáver da ex-companheira Samara Ellen da Silva, da mesma idade.
O mandado de prisão temporária e de busca e apreensão foi cumprido por agentes do 92º Distrito Policial (Parque Santo Antônio) na residência do investigado, onde foram apreendidos um televisor e três telefones celulares, que passarão por perícia técnica.
As investigações tiveram início no dia 3 de agosto, quando populares avistaram um braço humano flutuando na Represa Guarapiranga, na Zona Sul da capital paulista.
Em 12 de agosto, laudos do Instituto Médico Legal (IML) confirmaram o vínculo genético do membro com Samara, vista pela última vez com vida no fim de junho. Na ocasião, a jovem deixou a filha de 10 anos com a avó para morar com o novo companheiro, sem detalhar o endereço exato.
A trajetória até a identificação do suspeito envolveu o cruzamento de contradições no histórico de comunicação da vítima:
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Falsas Pistas: Publicações nas redes sociais sugeriam que Samara estava em Limeira, mas a veracidade das postagens não foi confirmada.
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Proposta Recusada: Samara relatou à filha que o companheiro queria casar, intenção não correspondida por ela.
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Último Contato: Em 11 de julho, a família recebeu uma mensagem atribuída à vítima afirmando o término do namoro e a intenção de se mudar para Alagoas. A irmã, Sabrina, suspeita que o próprio agressor tenha enviado o texto para simular uma viagem voluntária.
Embora a família tenha recebido informações de que Nathan teria confessado o crime, a Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) reiterou que o inquérito corre sob sigilo investigativo. Os eletrônicos apreendidos serão submetidos à extração de dados para confrontar os depoimentos e reconstituir os últimos passos da vítima e do investigado.


