A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) manteve, de forma unânime, a decisão que leva o acusado do assassinato da estudante Catarina Kasten, de 31 anos, ao julgamento pelo Tribunal do Júri.
A defesa havia apresentado um recurso na tentativa de retirar a acusação de ocultação de cadáver do processo, porém o pedido foi negado após manifestação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
Com a manutenção do acórdão, o réu responderá perante os jurados por três crimes principais:
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Feminicídio (com qualificadoras e agravantes)
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Estupro
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Ocultação de cadáver
O MPSC argumentou que o recurso da defesa trouxe uma tese inédita, que não havia sido debatida nas etapas anteriores do processo.
Além disso, a acusação destacou a presença de elementos probatórios que indicam que o réu deslocou o corpo de Catarina para uma área de mata fechada, de difícil acesso e pouca visibilidade, na região da Praia do Matadeiro, em Florianópolis. Para o Ministério Público, cabe soberanamente ao Conselho de Sentença (corpo de jurados) avaliar as circunstâncias do ocorrido durante a sessão de julgamento.
Relembre o crime
O caso ocorreu em 21 de novembro de 2025. Catarina Kasten saiu de casa por volta das 6h50 a caminho de uma aula de natação quando foi abordada.
A denúncia aponta premeditação por parte do acusado, que cometeu violência sexual antes de tirar a vida da estudante e deslocar seu corpo para longe da trilha principal.
O homem foi localizado e preso no próprio dia do crime, ocasião em que confessou o assassinato.
O réu segue preso preventivamente. A data da sessão do Tribunal do Júri ainda não foi fixada, e o processo tramita sob segredo de Justiça devido à presença de crime contra a dignidade sexual.


