Foi lançado no dia 31, um novo sistema de controle de cargas aéreas para desburocratizar e, consequentemente, baratear as importações de produtos de alto valor agregado — que são realizadas, em sua maioria, pelo setor industrial.
A meta, segundo a Receita Federal, é reduzir em 80% o tempo médio de liberação das mercadorias nos aeroportos e em até 90% a quantidade de intervenções físicas. No ano passado, o Brasil importou US$ 47 bilhões (R$ 222 bilhões) pelo modal aéreo. Com as mudanças anunciadas, com potencial de gerar uma economia de R$ 10 bilhões anuais, segundo a Receita Federal, vão se refletir nos preços das mercadorias.
O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, disse que o novo controle de cargas que chegam ao País em voos internacionais, chamado de CCT Importação – Modal Aéreo, vai reduzir o tempo de liberação de mercadorias de seis dias para um dia.
Para ele, o novo sistema será “revolucionário” para o comércio exterior do País, com potencial de transformar o Brasil em um hub relevante para a América Latina. Ele reforçou que o projeto é de Estado, iniciado há quase 10 anos e que envolveu órgãos governamentais e iniciativa privada. “O portal único é composto de módulos, construído de modo colaborativo com outros players”, destacou.
Após um período de testes no aeroporto de Vitória, o modelo será expandido para todo o País no dia de hoje. “A partir de hoje, mais de 95% do modal aéreo passa a ser controlado por essa CCT. É uma evolução fantástica que coloca o comércio exterior do Brasil na vanguarda”, disse Barreirinhas.
FonteR7/Foto: Marcelo Camargo/Agencia Brasil


