Um satélite da Agência Espacial Europeia (ESA), que ficou 16 anos em operação na órbita baixa da Terra, vai fazer uma reentrada na atmosfera do planeta neste mês. Denominado ERS-2 (sigla para “segundo satélite europeu de teledetecção”), o equipamento foi lançado em 1995, com a função de coletar dados cruciais sobre mudanças climáticas e o meio ambiente. Uma série de manobras de desorbitação foi realizada para diminuir a altitude média do satélite ERS-2 e mitigar o risco de colisão com outros satélites ou detritos espaciais. O satélite também foi flexibilizado para reduzir o risco de fragmentação. Conforme ele for adentrando as camadas mais baixas da atmosfera, ele começará a queimar. Segundo um comunicado da ESA, a espaçonave é equipada com uma variedade de instrumentos avançados, como radar de abertura sintética, altímetro de radar e sensores para medir temperatura da superfície oceânica e ventos marítimos – tendo proporcionado uma visão sem precedentes da Terra. Além disso, sua capacidade de monitorar desastres naturais, como inundações e terremotos, foi fundamental para alertar e ajudar comunidades em todo o mundo em momentos críticos ao longo dos anos.


