Após mãe ser imunizada, bebê nasce com anticorpos contra a Covid-19 no Oeste catarinense

SANTA CATARINA há 4 meses

O primeiro recém-nascido palmassolense com anticorpos contra a Covid-19 nasceu no dia 29 de junho, em Palma Sola, no oeste catarinense, após a mãe ser infectada pelo vírus e também imunizada com as duas doses da vacina. A mãe Rafaela Três conta que no dia 21 de maio, no sétimo mês de gestação, recebeu a primeira dose da vacina Coronavac. “Logo em seguida, no dia 24, meu marido testou positivo, já no dia 26 comecei a sentir sintomas. Fiquei internada por oito dias com pneumonia, em decorrência do vírus”, explica.
Após a mãe estar recuperada, passados 30 dias, recebeu a segunda dose da vacina, depois de três dias o pequeno Pedro nasceu. “Durante o pré-natal, meu médico obstetra já falava na possibilidade do meu filho nascer com anticorpos da Covid-19. Após o nascimento ele solicitou o exame, onde detectou que meu bebê tem imunidade para o coronavírus”, ressalta Rafaela.
A presença de anticorpos foi confirmada por teste de sorologia, que implantou a metodologia para a quantificação de anticorpos para a Covid-19. O recém-nascido será acompanhado e passará por exames regulares para avaliar a presença de anticorpos.
“Após tantas dificuldades, hoje temos a vitória”, comemora Rafaela, afirmando ainda que a imunização é a única forma de voltar a vida normal. “Não só as gestantes, mas todas as pessoas que tiverem a oportunidade de se vacinar devem o fazer. Essa é a única forma de voltarmos a abraçar nossa família e amigos. Com relação à gestação, a saúde do nosso filho vai depender destes cuidados no período gestacional, fazendo o pré-natal corretamente e realizando as vacinas indicadas. Tudo que uma mãe quer é a saúde dos filhos”, enfatiza.
Em publicação no site oficial, o Instituto Butantan explica que, caso uma pessoa tenha Covid-19 logo após se imunizar, não significa que a vacina não funcionou, mas que seu o sistema imunológico ainda não teve tempo para criar a resposta imune. “Cada organismo reage de uma forma, dependendo de fatores como a faixa etária e o próprio sistema imunológico da pessoa. Em geral, em duas semanas após a segunda dose estaremos protegidos, pois esse é o tempo que nosso sistema leva para criar anticorpos neutralizantes, que barram a entrada do vírus nas células”, diz a nota. (Ascom)

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