Após morte cerebral, homem acorda pouco antes de cirurgia de retirada de órgãos

Geral

31/10/2024 - 18:01:00 | 3 minutos de leitura

Após morte cerebral, homem acorda pouco antes de cirurgia de retirada de órgãos

Um homem foi dado como morto em um hospital de Kentucky, nos Estados Unidos, após ter uma overdose. No entanto, enquanto o preparavam para cirurgia de retirada de órgãos para doação, Thomas ‘TJ’ Hoover II, de 36 anos, acordou na sala de procedimentos. A história foi contada por funcionários da unidade de saúde, que alegam terem ficado traumatizados com a situação.  O rapaz foi às pressas para o hospital após uma overdose de drogas, e naquele mesmo dia, foi declarado com morte cerebral. A irmã dele, Donna Rhorer, afirmou que ficou preocupada quando Hoover pareceu abrir os olhos e observar ao redor enquanto era levado da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para a sala de cirurgia. “Era como se fosse a maneira dele de nos avisar: ‘Ei, ainda estou aqui'”, declarou. No entanto, ela e os familiares foram informados de que era apenas um reflexo comum. Uma das ex-funcionárias do Kentucky Organ Donor Affiliates (Koda) -organização que faz a doação de órgãos- Natasha Miller, diz que se preparava para fazer seu trabalho quando percebeu que o doador parecia ‘muito vivo’, ao contrário do que havia declarado o médico. “Ele estava se movendo –meio que se debatendo. Tipo, se movendo, se debatendo na cama, e então quando fomos lá, você podia ver que ele tinha lágrimas escorrendo. Ele estava visivelmente chorando”, relembra. Logo, a equipe ligou para o Koda e o supervisor disse que eles “iriam cuidar desse caso” de qualquer maneira e que o hospital precisava “encontrar outro médico”. “Foi muito caótico. Todo mundo ficou muito chateado”, conta. Com a Hoover vivo, o procedimento foi cancelado. Algumas horas depois, alguns dos trabalhadores da organização pediram demissão devido ao incidente. “Dediquei minha vida inteira à doação e transplante de órgãos. É muito assustador para mim agora que essas coisas podem acontecer e não há mais nada para proteger os doadores”, disse Nyckoletta Martin. Segundo o Terra, apesar da ex-funcionário não ter sido designada para aquele procedimento, pensou que poderia ter sido. Ela também passou a revisar as anotações do caso no início do dia. Ela ficou alarmada quando leu que o doador mostrou sinais de vida quando os médicos tentaram examinar seu coração. “O doador acordou durante seu procedimento naquela manhã para um cateterismo cardíaco. E ele estava se debatendo na mesa”, diz Martin. Ela ainda esclareceu que os médicos sedaram o paciente quando ele acordou e que os planos para recuperar seus órgãos prosseguiram. “Esse é o pior pesadelo de todo mundo, certo? Estar vivo durante uma cirurgia e saber que alguém vai te abrir e tirar partes do seu corpo? Isso é horrível.” O Procurador-Geral do Kentucky e a Administração de Recursos de Serviços de Saúde dos EUA estão investigando o incidente. Enquanto isso, Rhorer diz que seu irmão tem tido problemas de memória, de andar e de falar desde o ocorrido, e ela teve que se tornar sua tutora legal.