Arroz envenenado: Mulher que teve a família morta confessa ter matado a vizinha

Em Foco

04/02/2025 - 17:32:00 | 3 minutos de leitura

Arroz envenenado: Mulher que teve a família morta confessa ter matado a vizinha

Na segunda-feira (03), uma reviravolta no caso do arroz envenenado trouxe novos rumos à investigação. Maria dos Aflitos Silva, mãe e avó das cinco pessoas que morreram após ingerirem o alimento, confessou à polícia que matou sua vizinha, Maria Jocilene Silva. Segundo a matriarca, ela tinha como objetivo acusar a vítima de ter cometido o crime, livrando o marido, Francisco de Assis, das acusações de ter matado a família. No dia 1º de janeiro, uma tragédia abalou os moradores de Parnaíba, litoral do Piauí: cinco pessoas da mesma família morreram após ingerirem um arroz envenenado. As vítimas fatais foram Manoel Leandro da Silva, de 17 anos, Maria Gabriela da Silva, de 4 anos, Francisca Maria da Silva, de 32 anos, e seus dois filhos, Igno Davi, de 1 ano, e Maria Lauane Fontenele, de 3 anos. Após laudo pericial feito pelo Instituto de Medicina Legal (IML), foi descoberto que o baião de dois, preparado pela família no dia anterior, estava envenenado com altas quantidades de uma substância tóxica. No dia 8 de janeiro, Francisco de Assis, de 53 anos, foi preso como principal suspeito de ter cometido o crime. O homem é casado com Maria dos Aflitos Silva, avó das crianças mortas, e padrasto de Francisca Maria, uma das vítimas fatais. Em coletiva de imprensa, o delegado Abimael Silva, da Delegacia de Homicídios de Parnaíba, informou que o assassinato foi motivado por ódio, devido à relação conturbada que o suspeito tinha com a enteada. No dia 24 de janeiro, Maria Jocilene Silva, vizinha da família, morreu após uma visita à Maria dos Aflitos. Na sexta-feira (31), a matriarca foi presa temporariamente, sob suspeita de ter cometido o crime e de ser cúmplice de Francisco. Na segunda-feira (03), Maria confessou ter envenenado Jocilene, a fim de simular um suicídio e incriminá-la pela morte da família. Dessa forma, acreditava que ajudaria o marido a ser inocentado. "[Esperava] que soltassem ele. Que ele ia ser solto. Então, eu fiz mesmo. Mas eu me arrependo, me arrependo amargamente", disse ela, em depoimento. Em depoimento realizado no dia de sua prisão, Francisco de Assis revelou que não falava com os filhos e netos da esposa, e sentia "raiva" e "nojo" deles. Já Maria dos Aflitos revelou que estava "cega de amor" e não via como a relação da família era conturbada.