BMW, Mercedes e Porsche são apreendidos em SC em operação contra grupo que movimentou R$ 1,6 bilhão para plataformas de apostas

Geral

01/11/2024 - 12:48:00 | 2 minutos de leitura

BMW, Mercedes e Porsche são apreendidos em SC em operação contra grupo que movimentou R$ 1,6 bilhão para plataformas de apostas

Seis carros de luxo, incluindo uma BMW, uma Mercedes e um Porsche, foram apreendidos na operação da Polícia Federal contra um grupo responsável pela movimentação de R$ 1,6 bilhão nos últimos três anos para plataformas estrangeiras, em especial plataformas de apostas esportivas. Todas as apreensões desses veículos ocorreram no Litoral Norte de Santa Catarina. No total, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão. Os modelos dos carros de luxo apreendidos foram BMW 320i, Mercedes C180 e Porsche Macan. Em Santa Catarina, os mandados foram cumpridos nas seguintes cidades: Itajaí - 5 mandados; Navegantes - 1 mandado; Balneário Camboriú - 1 mandado; Bombinhas - 1 mandado; também foi cumprido um mandado em Olinda, no estado de Pernambuco.

Batizada de Backyard, a operação também pediu o bloqueio de 63,6 milhões de bens e valores dos investigados. As ordens foram expedidas pela 1ª Vara da Justiça Federal em Itajaí. Os nomes as empresas alvo das buscas e bloqueios - todas com atuação no litoral catarinense - não foram informados pela PF. Elas trabalham com serviços de tecnologia de pagamentos para plataformas da internet. Algumas delas não possuem indícios de funcionamento, conforme a PF. Sobre os motivos que levaram à operação, a polícia detalhou que o grupo investigado vem prestando serviços de pagamentos para plataformas não autorizadas de apostas esportivas, bem como para o cometimento de golpes na internet.

"O dinheiro era encaminhado de maneira informal ao exterior, via criptoativos, configurando o crime de evasão de divisas. Além disso, foram identificados fluxos financeiros dedicados à lavagem de dinheiro para terceiros, incluindo agentes públicos e suspeitos de envolvimento em tráfico de drogas", explicou a Polícia Federal, em nota. O grande patrimônio dos investigados ao mesmo tempo em que as empresas não têm indícios de funcionamento, sendo algumas de fachada, chamou a atenção da polícia. A investigação ainda crê em indícios de que o grupo criminoso expandiu, nos últimos meses, a atuação para o exterior, com a abertura de escritórios em países da América Latina e em Portugal.