Cidade medieval perdida é encontrada por sensores

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25/10/2024 - 12:17:00 | 2 minutos de leitura

Cidade medieval perdida é encontrada por sensores

encontrada por sensores Perdidas por séculos, duas cidades permaneceram enterradas, a cerca de 5 quilômetros de distância uma da outra, sob pastagens verdes nas montanhas do Uzbequistão. Agora, pela primeira vez, arqueólogos mapearam essas intrigantes fortalezas nas terras altas do sudeste do país — uma vez um ponto-chave nas antigas rotas de comércio da seda — que foram inexplicavelmente abandonadas. Utilizando LiDAR, um equipamento de detecção e varredura por luz transportado por drones que pode encontrar estruturas ocultas pela vegetação, os pesquisadores capturaram imagens revelando dois assentamentos urbanos surpreendentemente grandes, pontilhados com torres de vigia, fortalezas, edifícios complexos, praças e caminhos que podem ter sido habitados por dezenas de milhares de pessoas. A descoberta de cidades medievais que teriam sido movimentadas a uma altura vertiginosa de mais de 2 mil metros acima do nível do mar foi surpreendente, segundo o antropólogo Michael Frachetti, autor principal da nova pesquisa publicada na última quarta-feira na revista Nature. A vida nos dois assentamentos teria sido difícil, especialmente durante os meses de inverno. “Esta é a terra dos nômades, a terra dos pastores. É uma periferia, no que diz respeito à maioria das pessoas”, diz Frachetti, professor de arqueologia do Laboratório de Análise Espacial, Interpretação e Exploração da Universidade de Washington, em St. Louis. Hoje, apenas 3% da população mundial vive em alturas tão elevadas ou acima delas, principalmente no Planalto Tibetano e nos Andes, de acordo com o estudo. Assentamentos antigos em regiões montanhosas, como Machu Picchu no Peru, são considerados anomalias devido à dureza da vida em grandes altitudes, observou o estudo. “É um ambiente muito diferente lá em cima”, afirma Frachetti sobre os assentamentos recém-descobertos da Rota da Seda. “Já é inverno lá. Faz um frio congelante. Nós pegamos neve no verão.”