Cobra mais venenosa do Brasil acaba “presa” em pote em casa de Jaraguá do Sul

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21/02/2025 - 12:47:00 | 2 minutos de leitura

Cobra mais venenosa do Brasil acaba “presa” em pote em casa de Jaraguá do Sul

Uma moradora de Jaraguá do Sul levou um baita susto ao encontrar uma cobra no quintal de casa. Ao dar de cara com a serpente vermelha com anéis brancos e pretos, a mulher logo reconheceu que o animal poderia ser da espécie mais venenosa do Brasil. Para garantir que nenhum acidente ocorresse, ela precisou pensar rápido e a cobra acabou presa dentro de um potinho. Para não ferir o animal, a mulher acabou colocando um pote sobre a cobra e, em seguida, ligou para a Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama) para que fizesse o resgate. Ao chegar no local, o biólogo Gilberto Ademar Duwe confirmou que a serpente se tratava de uma coral verdadeira. — Essa é uma coral verdadeira, é uma serpente peçonhenta, só que apesar de ter realmente uma das peçonhas mais fortes do país, é o grupo de serpentes que registra o menor número de acidentes, porque é uma cobra que não dá bote, ela não é agressiva. Quando ela se sente ameaçada, ela tenta fugir. E os acidentes, quando acontecem, em grande parte, é porque a pessoa pisa nela com os pés descalços ou pega ela na mão, e mesmo assim, às vezes ela não consegue injetar o veneno totalmente porque a boca dela também não é muito grande, os dentes são bem pequenos — explica. Inclusive, o biólogo contou que, no caso deste resgate, a serpente estava tão tranquila que nem tentou mordê-lo quando ele a pegou nas mãos para fazer o transporte. Ainda assim, ele ressalta que fez todo o movimento com equipamento de proteção, suas luvas de couro, para evitar possíveis acidentes. Por isso, não é indicado que a pessoa pegue o animal na mão. A moradora, por exemplo, usou um pote para conter a cobra até a chegada do resgate. Em casos como este, é recomendado que a população acione o resgate de órgãos como Fujama ou os bombeiros, pois matar animais da fauna silvestre, entre eles as cobras, é proibido por lei e configura crime ambiental com pena de prisão e multa.