Decisão de Trump de taxar aço e alumínio piora cenário para o Brasil

Geral

11/02/2025 - 17:40:00 | 2 minutos de leitura

Decisão de Trump de taxar aço e alumínio piora cenário para o Brasil

Uma semana após aplicar tarifas de 10% para importações da China e postergar taxação de 25% ao México e ao Canadá, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informa que vai adotar tarifa de 25% para importações de aço e alumínio. Essa medida foi sinalizada neste domingo e, se entrar em vigor, colocará o Brasil diretamente na guerra comercial promovida pelo americano. A economia de SC será afetada indiretamente porque, por enquanto, não realiza exportações relevantes desses minérios ao mercado americano. O estado conta com unidade de aços especiais da ArcelorMittal, mas até o final de 2024 ela não havia informado sobre realização de exportações aos EUA. O economista-chefe da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Pablo Bittencourt, avalia que o anúncio dessa tarifa de 25% sobre importação de aço e alumínio, além de prometer reciprocidade tarifária a partir desta terça-feira ou quarta, é um dos piores cenários para o Brasil por três motivos. O primeiro é porque o Brasil é um grande exportador de aço aos EUA, perdendo apenas para o Canadá em volume, mas o Canadá está com tarifas suspensas. O segundo motivo que preocupa, na avaliação do economista, são as tarifas médias. – O Brasil aplica uma das maiores tarifas médias de importação aos EUA. Dessa forma, as tarifas de importação dos EUA cresceriam mais para muitos produtos brasileiros do que para vários de seus concorrentes – afirma Pablo Bittencourt. E o terceiro desafio destacado pelo economista é o fato de que tarifas mais altas nos Estados Unidos elevam, também, o temor de mais inflação no mercado do país. – A consequência é expectativa de juros mais altos nos EUA e fuga de dólares para lá. Contudo, Trump ainda não informou quais países serão objetos das novas tarifas. Se o Brasil não entrar, nossa condição de observador da guerra tarifária nos colocaria em posição de identificar oportunidades abertas pela perda de competitividade de países tarifados – analisa o economista.