Em Goiás genro dá golpe de R$30 milhões na sogra para aplicar em bitcoins

Geral

25/11/2024 - 12:34:00 | 2 minutos de leitura

Em Goiás genro dá golpe de R$30 milhões na sogra para aplicar em bitcoins

A Delegacia Especializada no Atendimento ao Idoso de Goiânia (GO) investiga um homem que deu um golpe milionário na própria sogra, de 65 anos. Ao todo, o suspeito teria lesado a vítima em cerca de R$ 30 milhões. Segundo o advogado Leonardo Jubé, representante da idosa, que não terá o nome divulgado para preservação de sua imagem, o crime foi cometido pelo empresário Arthur Lucena Ferreira da Silva. De acordo com a equipe judicial da vítima, o acusado utilizou da quantia roubada para realizar investimentos e constituição de empresas. Antes de levar o caso à Justiça, a idosa, que também é empresária, teria procurado diversas vezes o empresário para que acertassem as contas. Em andamento, existe um inquérito policial e uma ação judicial, na esfera cível, contra o suspeito. Na ação que tramita no Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), constam apenas as transferências realizadas a partir das contas de pessoa física da idosa, que se somam R$ 12 milhões, do qual há comprovantes das transações. Já de transferências feitas das contas jurídicas dela, seriam mais de R$ 20 milhões. “Ele respondeu que não tinha contas a prestar, que se trata de uma relação familiar. Diante disso, nos restou ajuizar a ação e a Justiça reconheceu que temos razão em pedir essa prestação de contas”, afirma o advogado Jubé. Durante as tentativas de rastrear o dinheiro, a defesa descobriu que Arthur atuava irregularmente no mercado financeiro, sem cadastro junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). “Essa atuação irregular pode configurar um esquema de pirâmide, em que recursos de um investidor são usados para cobrir de outros, numa confusão entre diversas pessoas físicas e jurídicas.”, prossegue o advogado. Ex-sócios do homem também teriam perdido dinheiro, em situações semelhantes, segundo afirma a defesa da vítima.  De acordo com a denúncia, os valores obtidos pelo golpista eram passados para o CPF dele. Depois, ele simplesmente sumia com as quantias. “Assinei contratos sem ler, coisa que nunca havia feito. Agora, só me resta tentar reaver pelo menos parte disso judicialmente”, pontua a idosa. Outros dois filhos dela, também teriam sidos lesados indiretamente por Arthur.