Fim da escala 6a 1 repercute nas redes sociais e deputados são cobrados

Geral

11/11/2024 - 12:29:00 | 2 minutos de leitura

Fim da escala 6a 1 repercute nas redes sociais e deputados são cobrados

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC), da deputada Erika Hilton (PSol-SP), que visa pôr fim à escalada de trabalho 6×1 ganhou tração nas redes sociais ao longo do fim de semana. Com a repercussão a respeito do tema, os deputados se viram obrigados a se posicionar contra ou a favor da proposta. A escala 6×1 estabelece que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e tenha apenas um descanso semanal. O Movimento “Vida Além do Trabalho” (VAT) luta contra esse tipo de jornada de trabalho e é tido como um dos parceiros da deputada para construção da proposta. O movimento em relação ao tema aumentou nas redes sociais em busca de assinaturas para que a PEC tramitasse na Câmara dos Deputados. Para que o texto avance, é necessário o apoio de um terço dos membros da Casa Legislativa, ou seja, 171 deputados. “A PEC ainda não bateu as 171 assinaturas e por isso não tem um relator, que trabalha o texto em diálogo com outros parlamentares. Se ele é a favor do fim da escala 6×1, mas acha que o texto podia ser melhor, o único caminho possível para isso é ele assinar”, argumenta Erika Hilton nas redes sociais. A proposta é defendida, em especial, pelos parlamentares do PSol, PT e PSB. Depois de toda a repercussão nas redes sociais, os deputados passaram a explicar o motivo pelo qual são a favor ou contra a PEC. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) argumenta que um possível fim da escala 6×1 poderia ocasionar em desemprego de diversas classes. “Para equilibrar o aumento de custos, algumas empresas podem optar por demissões, o que poderia elevar o índice de desemprego, especialmente em setores com margens de lucro menores”, defende Nikolas.