Governo federal lamenta taxação de Trump e promete avaliar ‘reciprocidade bilateral’

Em Foco

04/04/2025 - 12:11:00 | 2 minutos de leitura

Governo federal lamenta taxação de Trump e promete avaliar ‘reciprocidade bilateral’

O governo federal lamentou a nova taxação de Trump, anunciada nesta quarta-feira (2). As novas tarifas comerciais foram impostas a produtos de diversos países, inclusive o Brasil. Em nota, o Executivo brasileiro destacou que vai manter a postura diplomática em relação ao tema, mas afirmou avaliar “todas as possibilidades de ação para assegurar a reciprocidade no comércio bilateral”. A nota do governo brasileiro é assinada pelos ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, comandado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. O vice-presidente tem liderado as conversas com as autoridades norte-americanas sobre o assunto. Conforme o novo pacote de taxas, os países serão cobrados de forma diferente e a tarifa para os produtos brasileiros importados pelos EUA será de 10%. Por enquanto, o Brasil tem priorizado uma saída diplomática para o tema, mas nessa terça (1º), Alckmin não descartou uma eventual reação à taxação de Trump — resposta que teria o respaldo do Congresso Nacional. “Devemos aguardar o que os Estados Unidos vão fazer. E aí, sim, depois de ter conhecimento das medidas, o Brasil vai decidir. Nós temos o dever de proteger e fortalecer a economia brasileira”, declarou Alckmin.No texto, o governo do Brasil volta a citar a possibilidade de acionar a OMC (Organização Mundial do Comércio) contra a taxação de Trump. A OMC, da qual os dois países fazem parte, é um organismo multilateral responsável por regular o comércio entre os integrantes. O Congresso Nacional analisa, nesta semana, um projeto de lei que autoriza o governo brasileiro a adotar medidas de reciprocidade contra barreiras comerciais impostas por outros países, como a taxação de Trump. O projeto já foi aprovado no Senado e foi enviado para análise na Câmara na quarta-feira (2). O objetivo é proteger setores estratégicos da economia nacional, como o agronegócio e a indústria, de restrições que comprometam sua competitividade no mercado internacional.