Herpes Zóster, cuidados no verão
11/01/2023 - 08:59:43 | 3 minutos de leitura

O herpes zóster, popularmente conhecido como Cobreiro, é uma infecção viral causada pelo vírus varicela zóster, o mesmo vírus causador da catapora. A doença acontece da seguinte forma: quando o paciente se infecta com a catapora, o vírus permanece em latência no organismo após a cura. Por isso, o vírus pode se reativar em algum momento da vida em adultos ou portadores de condições que levam a alterações do sistema imunológico.
A transmissão do herpes zóster localizado dificilmente acontece. Em raros casos, ocorre por meio de contato direto com as lesões da pele, de pessoa para pessoa. No caso do herpes zóster disseminado, a transmissão é mais comum e pode acontecer também através de secreções respiratórias.
Os sintomas característicos de herpes zóster são: Lesões cutâneas, geralmente localizadas e restritas a um lado do Corpo; Ardência e coceira local; Hipertermia; Cefaleia; Mal-estar; Dor intensa no local em que as lesões de pele se formaram;Parestesias, como formigamento, agulhadas e adormecimento.
Em grande parte dos casos, a doença evolui para cura espontânea entre 2 e 4 semanas. Caso as dores persistam mesmo após o desaparecimento de sintomas clínicos, o médico deverá ser consultado, já que o paciente pode ter complicações como: Neuralgia pós-herpética (NPH)-
Infecção bacteriana secundária de pele, como impetigo, abscesso, celulite, erisipela, causadas por Staphylococcus aureus, Streptococcus pyogenes, entre outras, e que podem levar a quadros sistêmicos de sepse, com artrite, pneumonia. Síndrome de Ramsay Hunt, que é quando o herpes zóster acomete a face.
A condição pode acontecer mais de uma vez, principalmente em pacientes imunodeprimidos como, por exemplo, pessoas vivendo com HIV.
O tratamento medicamentoso é feito com o uso de analgésicos e antivirais. Nas lesões de pele, é indicado realizar a higiene com água e sabonete, além de manter as unhas curtas. Caso haja uma infecção secundária, o tratamento deve ser feito com antibióticos, que irão combater as bactérias.
A vacinação para prevenção do herpes zóster é eficiente e segura. Atualmente, existem dois tipos de vacinas disponíveis:
Vacina viva atenuada - É administrada em dose única e recomendada para pessoa a partir de 50 anos de idade. Aqueles que apresentaram quadro agudo de herpes zóster devem aguardar o intervalo de 12 meses antes da aplicação da vacina.
Vacina recombinante inativada - É administrada em duas doses, com intervalo de oito semanas. Indicada para pessoas a partir de 50 anos e também para aquelas maiores de 18 anos que tenham condição de imunossupressão. A vacina herpes zóster recombinante pode ser aplicada após 6 meses do quadro agudo da doença, ou, em casos específicos, logo após a sua resolução. Porém ainda não está disponível na rede pública de saúde. Portanto cuidados e prevenção devem ser seguidos.
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