Homem procurado por homicídio e roubo é aprovado em etapas de concurso da Polícia Civil e preso durante prova oral
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14/03/2025 - 12:29:00 | 3 minutos de leitura

Um criminoso procurado pela Justiça de São Paulo há 17 anos pelos crimes de homicídio, roubo e falsidade ideológica ao se passar por policial prestou concurso para a Polícia Civil do estado e avançou por várias etapas até ser preso durante a prova oral. Cristiano Rodrigo da Silva, de 40 anos, foi detido na última segunda-feira na Academia da Polícia Civil, no Butantã, Zona Oeste da capital, enquanto realizava o exame para o cargo de investigador. De acordo com o boletim de ocorrência, a inteligência da Polícia Civil identificou um mandado de prisão ativo contra o candidato e coordenou sua captura assim que ele chegou ao local da prova. De acordo com o inquérito do crime, ele é acusado de matar o funcionário de uma pizzaria de Cidade Líder, na Zona Leste da capital, usando uma falsa viatura da Polícia Civil, em 9 de novembro de 2006. O crime foi cometido com a ajuda do comparsa Ricardo Fabiano da Silva Coutinho. No dia, a dupla algemou a vítima e a colocou dentro da viatura. O carro do funcionário também foi roubado. O rapaz foi levado para Mairiporã, na Grande São Paulo, onde foi executado com um tiro na cabeça. De acordo com as investigações, o veículo da vítima foi encontrado incendiado em Guarulhos, após a execução. O processo aberto contra Cristiano diz que ele e o comparsa se apresentaram na pizzaria como funcionários do 46º Distrito Policial, em Peru, e usavam um Gol com as cores das viaturas da Polícia Civil da época. Na ocasião da investigação, os policiais encontraram a falsa viatura em um estacionamento alugado em nome de Ricardo Fabiano, que foi preso e condenado. Segundo o Diário Oficial do estado de São Paulo, Cristiano Rodrigo da Silva já tinha passado na prova escrita do concurso da Polícia Civil e também na fase de comprovação de idoneidade e conduta do candidato, que é quando é feita uma investigação social do concursado. Essa etapa avalia justamente a conduta moral e social do candidato e investiga se ele tem antecedentes criminais ou se tem parentes próximos envolvidos em crimes ou investigações avançadas da Polícia. Por meio de nota, a Polícia Civil disse que, “de acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal, a investigação social não pode ser usada para excluir um candidato de processo seletivo, a não ser no caso de a pessoa ter contra si uma sentença condenatória transitada em julgado, o que não era o caso”. “Após ser identificada na análise social a existência de mandado de prisão contra o candidato, ele foi preso, ficando impedido de realizar a etapa seguinte, o que resultou em sua desclassificação”, complementou a pasta.
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